[Os personagens, lugares e eventos narrados nessa história são completamente verídicos e narrados da maneira mais fiel possível a como ocorreram. Os nomes não foram mudados para proteger ninguém. Qualquer discrepância entre os fatos aqui relatados e o mundo real é fruto da pura incapacidade (além de extrema burrice) do autor.]
Começou numa segunda-feira. Numa sala escura e quente, quarto pessoas sentadas ao redor de uma mesa de encaravam em silêncio, de vez em quando baixando os olhos para o intricado padrão entre eles. A tensão no ar era palpável. Um deles suava frio, na expectativa do que aconteceria a seguir.
Um dos sujeitos pôs um pequeno objeto entre os que já estavam lá. Subitamente, a garota à sua direita sorriu, radiante.
- Bati! – disse ela.
- E foi de carroça, seus patos! – falou o sujeito do outro lado da mesa. Os outros dois homens pareciam menos satisfeitos com o resultado.
- Assim não vale! – reclamou o rapaz mais velho – Filipe fica quebrando cada cabeça que eu levanto! Como é que dá pra jogar assim?
- Eu? E eu posso fazer o que? Eu fico tentando fazer Aninha tocar, mas ela sempre tem a peça certa!
- Aninha joga muito, rapaz. – disse o sujeito em frente à garota, começando a re-embaralhar as pedras. Seu nome era Rafael.
- Jogar bem, ela joga, – disse o sujeito mais velho, se largando na cadeira. Se chamava Adson mas eu ainda não entendo como apareceram nove senas nesse jogo. Se eu não conhecesse vocês, até diria que alguém está roub...
- Vocês aí atrás, dá pra parar? – Uma mulher chamou a atenção do pequeno grupo. Estava um pouco acima do peso. Se algum dia ela se adoentasse, a roupa preta que usava encontraria seu caminho sozinha para essa mesma sala. – Então, gente, – disse ela, voltando seu olhar para as outras pessoas presentes na sala – Espero que tenha ficado clara a maneira correta de se fazer a citação de uma revista digital publicada no estado americano do Texas em Agosto de 1995. Agora vamos entrar no assunto ‘‘revista digital publicada no estado americano do Texas em Setembro de 1995’’, começando pelo sub-tópico ‘‘nas quartas-feiras de lua cheia chuvosas’’. Então...
Na sala na frente dela, várias pessoas pesavam os pós e contras da existência e imaginavam qual seria o método mais indolor de desistir da mesma, e se perguntavam se seus familiares iriam sofrer muito com o processo.
Era um dia normal no Centro de Artes e Comunicação, ou pelo menos tão normal quanto possível: fortunas eram ganhas e perdidas em questão de minutos no grande jogo de apostas que era a máfia das Xerox; o ar possuía certa tonalidade ocre e um cheiro característico, e quem o respirava logo passava a falar lentamente coisas sem sentido; algumas pessoas faziam relatos dos vultos sombrios e dos sons estranhos que assombravam os banheiros e corredores. No entanto, naquele dia específico, algo estava fadado a acontecer. Algo grande.
Começou com um grito.
[Continua...]
quinta-feira, 28 de maio de 2009
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Já posso começar a cobrar atualização???
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Beijos
Huehueheuheuhee, jah chegou naquele estado que eu sabia que ia chegar mais cedo ou mais tarde, amor: soh voce comenta ^^
ResponderExcluirEuu cheeeeguueeiiiiiiiii!
ResponderExcluirE DIGOLOGO que adorei :P
beiijooo, dudovsk!
Então o senhor tem um blog?
ResponderExcluirDescobri ao acaso, e, digo logo, adorei!
"'revista digital publicada no estado americano do Texas em Setembro de 1995', começando pelo sub-tópico 'nas quartas-feiras de lua cheia chuvosas'."
auhshauhsha!
^^